Arquivo da categoria: Lifestyle

Favoritos de Julho

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Kit de Sobrevivência

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Mudar de país e buscar um novo caminho profissional, tudo assim junto ao mesmo tempo deve estar no topo das atividades mais ansiogênicas que um ser humano pode experenciar. Tirando a parte romântica da mudança, todos os dias são recheados de medos, lágrimas, sorrisos, nervosismo, ansiedade e intensidade.

Esses dias tava lendo o livro da Maria Ribeiro Trinta e Oito e Meio” e adorei a crônica entitulada Kit de Sobrevivência, onde ela monta uma lista de coisas que acha indispensáveis pra viver. Uma lista com ítens super pessoais, que foi sendo construída ao longo dos seus 35 anos.

Sair da tão falada zona de conforto te expõe forçadamente ao auto-conhecimento. Durante esses poucos 3 meses e meio de Montreal, pude me deparar com muitas coisas de mim mesmo que eu não conhecia ou achava que eram diferentes. Sentimentos, reações, como eu lido com o stress, com a grana curta, com adaptação, com o fato de ter que aprender do zero todo dia e por aí vai. Se conhecer e saber o que te faz bem e mal é a chave pra uma vida mais feliz e livre.

Pois resolvi montar o meu kit de sobrevivência, assim como a Maria fez. Pode ser que eu tenha que refazer essa lista daqui um tempo, porque a gente muda, resignifica muitas coisas. Mas hoje, aqui e agora, são essas algumas das minha necessidades básicas sem as quais eu não gostaria de viver:

Análise, smoothie de banana com espinafre, tandrilax, Jorge Drexler, churrasco (não a carne em si, mas toda a bagunça de um bom churrasco), muitos livros por ler na estante, petit (minha cadela), chocolate, flores frescas, Woody Allen, massagem ayurveda, café, seriados americanos, vinho, feirinhas, bicicleta, cinema argentino, algum isolamento e silêncio de vez enquando, o amor dos meus pais, família, amigos e um par de olhos azuis pra me acompanhar.

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Férias!!

Tanto aqui no Canadá, quanto no Brasil já é tempo de férias. Aqui são as férias de verão e aí as férias de inverno. Por isso, resolvi dar algumas dicas do que eu acho legal fazer e como aproveitar. Mesmo com pouco tempo ou não podendo fazendo AQUELA viagem, dá pra se divertir e ser feliz sim!

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Links:

Tarde na Cozinha

Baklava

Trufa de chocolate vegana

Tart de maçã

 

Projetos DIY

Colheres de bambu coloridas

Porta bijus

 

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Favoritos de junho

Oi pessoal!

Hoje vou começar uma nova tag aqui no quintal, a dos favoritos do mês! Tem tanta coisa que eu gosto e compartilho com quem é mais próximo e achei que seria legal compartilhar por aqui também. Então vamos aos favoritos desse mês:

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Cheguei!

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Oi gente! Faz tempo que não apareço por aqui né? Mas mudar tudo na vida não é fácil e requer tempo, paciência e muita energia. Agora tô de volta, já estabelecida na nossa casinha e cheia de energia para blogar 🙂

Queria contar um pouco de como tem sido essa mudança de vida e de casa. Eu literalmente virei minha vida de ponta cabeça, de novo. Deixei minha profissão e um trabalho que eu adorava, com um salário de dar inveja em muita gente, vendi todas as coisas da minha casa (inclusive todas as paixões da minha cozinha),vendi meu carro e me mudei (com passagem só de ida) para Montreal no Canadá.

Todas as vezes que eu conto isso ou falo com alguns amigos, a grande maioria acha tudo um máximo e me olha como se eu fosse diferente, superior e super corajosa. O olho brilha tanto e muitos já começam a me perguntar como poderiam fazer o mesmo. Maaaaaas todo esse movimento que eu fiz, mesmo super achando que ia tirar de letra e nada me abalaria, causa muuuuita ansiedade! Até no ser humano mais zen que existe, não tem jeito. São pilares muito importantes da nossa vida que de repente não estão mais ali. E tu te vê tendo que reconstruir tudo do zero, criar uma nova rotina, entender a dinâmica do novo lugar e muito mais. Mesmo a gente querendo muito, dói e dá trabalho.

 

Algumas verdades do início:

  1. Dói. Mais do que tu imagina

Quando a gente pensa em morar fora só o que vem na nossa cabeça é COMO TUDO VAI SER INCRÍVEL. Que a gente vai ter acesso a muita coisa que não tinha antes, que as oportunidades vão pipocar na nossa porta , enfim todas as coisas vibrantes de uma vida nova em outro pais. Mas toda escolha tem ganhos e perdas. Tem um monte de vantagens e coisas legais de morar no Canadá, mas tem tanta coisa legal no Brasil também e acho que isso começa a ficar claro logo no início. Eu me pego comparando o tempo todo. Tendo saudades de coisas tão pequenas e ridículas, como passear com a minha cadelinha na quadra da minha casa e ela encontrar com os mesmos amigos peludos de sempre, dar aquela cheirada e latida e sair faceira e saltitante pro próximo xixi. Até saudades de tomar chimarrão na Redenção e fazer churrasco na casa do meu pai. Acho que com o tempo isso passa. Coisa de iniciante. A saudade vai sempre me acompanhar nessa jornada, mas assim que começarmos a criar vínculos aqui acho que essa comparação passa.

  1. Causa um caos interno absurdo

Uma coisa que eu acho que não estava preparada era pra parar de trabalhar da noite pro dia. Eu sei que já já vou estar trabalhando em alguma coisa que me faça bem feliz, mas o impacto de não ter compromisso, de não ter pra onde ir depois de tomar café da manhã foi devastador dentro de mim. Além de não ganhar meu próprio dinheiro, o que também é bem estranho pra mim. Eu fiquei super confusa e um pouco deprimida durante essas primeiras semanas que cheguei aqui. Eu queria trabalhar (por mais absurdo que pareça). Eu queria um propósito. Um lugar pra ir todas as manhãs. Colegas de trabalho pra conversar na pausa do café e reclamar da vida! NOT! Eu, euzinha e as ruas de Montreal. Tu tem tempo de fazer o que quiser e quando quiser. Lida com isso agora! Reorganiza a tua cabeça, reestrutura a tua vida e vai!

  1. Cansa

Cansa pra caralh*! Qualquer atividade por mais banal que seja como ir no supermercado, requer uma super energia e disposição! Nada que eu faça aqui é automático e “tranqüilo”, porque tudo é desconhecido, tudo…absolutamente tudo é uma aventura e tem que ser explorado. A lingua ainda é uma barreira e a gente ta tentando entrar na dinâmica do lugar. Ficar atendo o tempo inteiro, vulnerável e com muita exposição emocional cansa pra caramba!

  1. Dá muito medo

E por fim, ainda tô na fase do medinho. “Puta, será que tomei a decisão certa?” ou “Que que eu to fazendo aqui?”, são alguns exemplos. Fora que tu olha pro lado, para os teus amigos e pessoas próximas e ta todo mundo na fase de comprar apartamento, ter filhos, investir no futuro e tu não tem nenhum tostão furado e ta longe de comprar qualquer coisa que seja. Fazendo o caminho completamente contrário. Não adianta, acho que esse tipo de questionamento vai me acompanhar sempre.

Então é isso por enquanto!

Quis trazer um poquinho da realidade do “começo”. Acho que assim como esse início é cheio de incertezas, medos e desconfortos, com o tempo ele vai me trazer muitas coisas boas. Sair da zona de conforto já tá causando muitas transformações, muito auto-conhecimento, coragem, criatividade e confiança em mim mesma. E é exatamente isso que eu estava buscando. Por isso, nunca posso esquecer o PORQUÊ que eu vim.

 

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