Le Bremner

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Ok…eu juro que esse é o último post sobre montréal! Mas eu não tinha como deixar de falar de uma das minhas melhores experiências gastronômicas da vida. E quando falo gastronômica não é só a comida, porque sair pra comer pra mim tem a ver com diversão, jogar conversa fora e também comer uma comida boa. Eu encontrei tudo isso no Le Bremner.

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Desde de que a gente decidiu ir pra Montréal eu tava pirando pra ir no restaurante do Chuck Hughes. Tá, na real eu queria ser convidada dele em um dos seus “day off” mas vamos parar com a fantasia, porque isso nunca vai acontecer…hehehe

Daí que o meu namorado querido me deu de presente de aniversário um jantar completo no Le Bremner, um dos restaurantes do Chuck (ele tem dois em Montréal), com tudo que eu tivesse direito. Tínhamos que fazer a reserva com antecedência, porque não existe entrar lá sem reserva. A lotação é sempre 100%.

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Reservas feitas com 1 mês e meio de antecedência e a ansiedade pegando! Eis que chega o grande dia. Me arrumei toda, vestido lindo, batom vermelho e fomos pegar o metrô. O Le Bremner fica na Old Montréal, e segundo as indicações que tínhamos era na rua St. Paul, uma das principais ruas do bairro. Caminhamos por toda a St. Paul e nada de achar o restaurante!

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Pausa pra uma pequena explicação: o Chuck tem dois restaurantes em Montréal, como eu já disse lá em cima: o Garde Manger e o Le Bremner. O Garde Manger é aquele onde ele grava o Chucks day off e o Le Bremner é mais novo e com cara de bistrozinho. Daí que eu sempre achava na minha cabeça que a gente ia no Garde Manger…fim da pausa, voltamos pro drama.

Depois de procurar e não achar nada, entramos em uma loja pra perguntar onde era o Garde Manger e nos passaram outro endereço, ainda em old montréal, bem longe de onde a gente tava e nos avisaram: não tem nada na fachada, só uma luz vermelha. Saímos correndo, essa hora já era pra gente estar no restaurante pra não perder a reserva. Chegamos e o restaurante estava fechado…como assim?? Logo saiu um funcionário carregando o lixo pra fora e eu: “Moço, temos reserva pra hoje, sério que tá fechado?” e ele: “Sim, segunda é sempre a nossa folga há anos, nunca abre nas segundas…” e eu só pensei: “Oh shit! Como assim?”. Aí acho que ele viu a nossa cara de frustração e largou: “Ah! Talvez vocês tenham reservado no outro restaurante, o Le Bremner!”. Ele foi bem querido e nos deu o cartão com o endereço (sim, era na St. Paul) e lá vamos nós pra outra ponta de old Montréal again…e eu só pensando: “não vai adiantar nada! Já são 21h e nossa reserva era pras 20h30! Chega, vou pra casa”, mas o Lúcio me convenceu e fomos mesmo assim, porque vai que, né…Os canadenses são tão gentis e queridos…

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Chegamos esbaforidos, nos desculpando pelo atraso e, óbvio, o moço nos disse que nossa mesa infelizmente já tinha sido repassada, maaaas ele podia nos encaixar no bar! Nem acreditei! Depois de acomodados é que eu comecei a prestar atenção no lugar. Gostei de cara porque tocava rock’n roll bom em um volume não tão alto que não dê pra conversar e nem tão baixo que tu não perceba. Nirvana, Black keys, Counting Crows, Pearl Jam, tudo naquele volume que tu fica cantarolando junto, sabe?

Logo pedi um taça do vinho branco do cardápio pra entrar mais ainda no clima.

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É um clima de bar com comida boa, animado e descontraído. Tu não fica desconfortável nem prestando atenção nos mil talheres e copos. É um restaurante de um grande chef despretensioso no melhor sentido da palavra.

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E não é que o bar era um dos melhores lugares? Curti mais do que ficar nas mesas. Da pra acompanhar os caras fazendo todas as bebidinhas da noite (tem um menu de drinks excelente) e toda a movimentação na cozinha que fica do lado.

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O cardápio não explicava muito os pratos, então decidimos pedir e sermos surpreendidos.

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A entrada foi uma das coisas mais boas que eu já comi na minha vida (sem brincadeira). Um sanduba aberto com pão de brioche, lagosta, camarão e um creme de avocado sensacional. o brioche tava quentinho, crocante por fora e super macio por dentro. E toda a combinação era algo que eu nem sei explicar de tão boa. Vontade de repetir e comer só isso!

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O primeiro prato era um peixe que não lembro o nome com aspargos e um molho super gostoso por cima. Foi nessa hora que eu senti que pela primeira vez eu comia um peixe cozido no tempo e ponto certo. Ele derretia na boca. Espetacular!

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E o segundo prato era um halibut fish inteiro com vegetais. A carne se desfazia na boca de novo! Estava super temperadinho e picante! Amei! O Chuck tem uma culinária muito baseada em frutos do mar e é bem conhecido por dar um toque muito autoral a qualquer peixinho.

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E de sobremesa pedimos o “chocolate homemade of the day” que era essa trufinha delícia aí. Parecia um ferrero rocher caseirinho. E um pudim de chocolate com praline e chantilly de café por cima 😉

Um lugar pra guardar no coração. Fiquei sabendo que o cardápio muda constantemente, o que é um ótimo motivo pra voltar sempre. Montréal teve outro gosto depois do Le Bremner!

 

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7 pensamentos sobre “Le Bremner

  1. Camila disse:

    Ameiiii o post Fê!! Obrigada por compartilhar conosco essa experiência incrível!! 🙂

  2. Ju Goulart disse:

    Que máximo! Eu adoro ele!!! Deve ter sido uma noite muito especial, ótima ideia do Lucio te dar esse presente! ❤

  3. Jaryna Lopes disse:

    Gente, começar a segunda, lendo um texto desses, charmoso e interessante é tudo de bom.. “Diliças” assim tem que ser compartilhadas. Nunca, nunca,nunca, “plis”, lindinha, deixe de compartilhar isso com a gente…quem não tem condições de viajar, de vera, de mala e cuia, viaja assim, pelos olhos, ouvidos e paladar, dos outros….

    “Num” para não, fofa..pelamordi….
    Não te conheço , mas já me sinto íntima só de acompanhar o blog. Nunca tive coragem de comentar, mas com esse aí, não resisti.

    Beijos

  4. Eliana disse:

    Maravilhoso o texto Fe. Fomos nos dois restaurantes dele e foram experiências deliciosas e super descontraídas. No Garde Manger, no final da noite, uma galera começou a levantar e dançar entre as mesas, a música aumentou e o clima pegou fogo. Pra mim foi um presente licença, maternidade hehe…Saímos Ju e eu e minha prima de lá eufóricas e satisfeitas. A noite no Old Montreal é muito gostosa. Em breve, vamos marcar muitos jantares por lá!! Can’t wait! Beijão!!
    Eliana

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